domingo, 6 de setembro de 2009

Ariano Suassuna

Ariano Suassuna




Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, atualmente a cidade de João Pessoa, Pernambuco. O seu pai exercia o mandato de Presidente do estado, hoje equivalente a governador. Quanto Ariano Suassuna tinha 3 anos de idade, seu pai deputado federal é assassinado durante a Revolução de 1930. Ele passa grande parte da sua infância no sertão paraibano, primeiro em seu sitio e depois se mudou para Taperóa. Como forma de evitar inimigos, a família de Suassuna mudava-se constantemente. Em 1934 ele começa os seus estudos no Recife e ao terminar o curso Clássico, começa o curso de Direito em 1946 e une-se ao grupo de Teatro do Estudante Pernambuco (TEP), responsáveis pela revalorização da cultura brasileira. De 1946 a 1948 tem seus poemas publicados em revistas e suplementos de jornais. Estes poemas eram ligados ao Romanceiro Popular Nordestino, universo de poemas que inclui desde a poesia improvisada dos cantadores à Literatura de Cordel. Em 1947 escreve sua primeira peça "Uma mulher vestida de sol" e em 1951 ao voltar para Taperóa para curar do pulmão, escreve e encena, com mamulengos, “ Em Boca Fechada não Entra Mosquito” Esta peça é extremamente importante no teatro de Suassuna. Em 1955 escreve um de seus maiores sucessos "Auto da Compadecida". Em 1957 o “Auto da Compadecida” no Rio de Janeiro durante o Primeiro Festival de Amadores Nacionais, Suassuna já era considerado um dos nossos maiores dramaturgos. Esta peça foi premiada com a Medalha de Ouro da Associação Brasileira de Crí­ticos Teatrais e neste ano é publicada em livro. Neste ano ainda casa-se com Zélia Lima e tem 6 filhos com ela. Ao voltar a escrever, publica a"d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta". Já famoso, cria o Teatro Popular do Nordeste, ao lado de Emilio Borba Filho. Publicou depois "O Santo e a Porca", ele já era Membro fundador do Conselho Nacional de Cultura; Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco e começou o movimento criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Com um concerto "Três séculos de música nordestina — do Barroco ao Armorial" — e uma exposição de gravuras, pinturas e esculturas, lança no Recife, em 18 de outubro, o Movimento Armorial. Em 1971, lançou "A Pedra do Reino" e passado um ano ele ganha Prêmio Nacional de Ficção do Instituto Nacional do Livro, No ano de 1990 ele toma posse da cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras. Em São José do Belmonte realiza uma cavalgada sobre a Pedra do Reino no qual os participantes deveriam usar trajes como os do romance. Em 1995 é nomeado o secretário estadual da Cultura, pelo governador Miguel Arraes. No Teatro do Parque, No Recife estréia a séria "Grande Cantoria", aula que junta violeiros e repentistas. Depois a sua peça "A história de amor de Romeu e Julieta" é publicada num encarte da "Folha de São Paulo". Em 1998 participa do seu CD "A poesia viva de Ariano Suassuna". O seu grande sucesso "O Auto da Compadecida" vira uma minissérie na Rede Globo, em 1999. Ele também recebe o título de doutor honoris pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Ele toma posse agora da cadeira 35 da Academia Paraibana de Letras. Aos 80 anos houve uma grande comemoração pelo Brasil inteiro pela magnitude de seu trabalho.








O Auto da Compadecida é uma reunião de três peças :



O enterro do cachorro,
O cavalo que defecava e
O castigo da soberba.
A peça divide-se em quatro atos que se relacionam e foi publicada em 1955. O título: Auto, significa teatro, gênero dramático, aproximando-se do teatro espanhol medieval do século XVII, com personagens alegóricos. Compadecida é aquela que tem pena, compaixão diante da dor alheia, em uma referência à Nossa Senhora. Era comum apresentar nas peças os milagres de Nossa Senhora. A história é contada em prosa. O cenário é o sertão da Paraíba, na cidade de Taperoá, contando as histórias e casos populares nordestinos. Com muito humor, o autor fala da miséria humana, da mesquinharia das pessoas, do racismo e da luta pelo poder. Revela os costumes regionais, o caráter religioso e católico dos cristãos e a amizade entre João Grilo e Chico. São dezesseis personagens, sendo João Grilo, o personagem principal. A história acontece em um picadeiro de circo. O apresentador é um palhaço, o próprio autor. Ele lembra as peças medievais e seu principal papel é criticar a sociedade. João Grilo é o herói sem caráter, símbolo da malandragem. Pode ser comparado a Macunaíma, personagem de Mário de Andrade e a Leonardo, do livro Memórias de um sargento de milícias. A linguagem é simples. Não é apenas coloquial, mistura o vocabulário nordestino pois é o Nordeste e sua gente que Ariano quer retratar. Hoje o Brasil reverencia esse paraibano que tão bem caracterizou o Nordeste, seu sertão e a luta do seu povo
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Acervo Ariano

Obras de Ariano Suassuna
Auto da compadecida

d’A pedra do reino e o príncipe do vai-e- volta
O santo e a porca
Farsa da boa preguiça
Uma mulher vestida de sol
A Moça Caetana

A morte sertaneja



(postado por Alessandra n° 1 6D)

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